17/11/2017 às 11h34

Padre Geraldo: O Comendador dos Pobres

Assessoria de Comunicação - carlosmariucci@cmm.pr.gov.br
PADRE GERALDO: O COMENDADOR DOS POBRES

Nesse dia 13 de novembro, uma tristeza nos abateu logo cedo
com a notícia da morte do Monsenhor 
Geraldo Schneider. No atual momento, em que vemos uma sociedade cada vez
mais excludente e de apologia à intolerância, ao ódio e várias discriminações,
a tristeza se deve à perda de um homem que esteve sempre à serviço das pessoas
em especial as que mais precisavam, pessoas em situação de drogadição, das
pessoas em situação de rua, dos presidiários, enfim, das pessoas em situação de
vulnerabilidade, especialmente, dos mais pobres.

Em um Estado laico, tivemos o exemplo de um líder religioso
muito além do seu tempo que desenvolveu ações e projetos em defesa da vida e do
bem comum. Um homem que se preocupou em evangelizar pelos meios de comunicação.
Um homem sempre disposto a uma escuta qualificada eivada de sabedoria. Um
cidadão sempre dedicado e à serviço.

A tristeza da perda irreparável se mistura com a nossa
alegria em termos a oportunidade de, no último dia 29 de agosto, menos de três
meses atrás, homenageá-lo em vida  com a
Comenda Dom Jaime Luiz Coelho, a maior honraria do município de Maringá.  Me permitam a partir daqui chamá-lo de Comendador
dos pobres pelo título que recebeu por nossa propositura.

O padre Geraldo Comendador dos pobres morreu nesse  mês de novembro, mês em que temos  a reflexão sobre o Dia Mundial dos Pobres no
próximo dia 19. “Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas
com obras e com verdade (1 Jo 3, 18)”. Com certeza, o padre Geraldo
Comendador dos pobres amou com obras e com 
verdade.

Especificamente, o dia de seu falecimento,  13 de novembro, teve  como santo do 
dia,  Santo Estanislau que tem em
sua história, a máxima: “Eu nasci para as coisas eternas e não para as coisas
do mundo”. O padre Geraldo Comendador dos pobres também nasceu  para as coisas eternas e no mundo fez a opção
por ser imitador de Cristo.

Temos a esperança de que outros homens que façam a opção
pelo sacerdócio utilizem o seu exemplo como caminho a seguir, sem perder o foco
da fé autêntica e com obras admiráveis. E para que todos nós possamos
aproveitar seu exemplo na defesa, promoção e proteção da vida para toda a
população, principalmente, com o olhar naqueles que mais precisarem.
Independente de religião, cumpramos o 
nosso papel à serviço de uma sociedade mais justa e menos desigual assim
como o padre Geraldo Comendador dos pobres.
 
E caminhemos, não somente dando, mas, estando junto.
Para nós, cristãos e cristãs, a oração do o Pai Nosso é uma oração que se
exprime no plural: o pão que se pede é “nosso”. Portanto, deve haver partilha,
co-participação e corresponsabilidade, superando qualquer forma de egoísmo na  alegria do acolhimento recíproco. Como
verdadeiros representantes da Igreja 
viva, da Igreja em saída (Papa Francisco), que a assistência aos pobres
não seja, simplesmente, de gestos improvisados de boa vontade para pôr a
consciência em paz, mas, uma verdadeira partilha como sinal concreto de
caridade, fraternidade e solidariedade.

Padre Geraldo, continua nos inspirando, nos incentivando,
nutrindo a nossa esperança pelo seu exemplo de fidelidade à fé concretizada em
obras. Afinal, conforme o Papa Francisco, “Os pobres não são um problema: são
um recurso de que lançamos mão para acolher e viver a essência do Evangelho”.

Muito obrigado, Geraldo
Schneider, o Comendador dos pobres!
 

Carlos Emar Mariucci

Vereador da Câmara Municipal de
Maringá

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania
Autor da Comenda Dom Jaime Luiz
Coelho